Give me nature and a book and I'll give you every word ever written.
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Sunday, November 20, 2011
Sunday, March 13, 2011
Summer
Quero cinco amigos e uma viagem de jipe pela costa alentejana. Quero uma tenda, um garrafão de água, uma bilha de gás, uma panela, massa e salsichas. Quero uma toalha, um bikini, um baralho de cartas e uma guitarra.
E quando se acabar a gasolina, quero ir a todos os festivais que existirem, e cantar até nao ter voz, e saltar até não me aguentar de pé, e rir até me doerem as bochechas.
E como ultimo pedido, quero que o dinheiro nasça em árvores, para poder fazer isto tudo.
Tuesday, February 8, 2011
Wednesday, November 10, 2010
Wednesday, September 30, 2009
Agosto 1978 - Iquitos, Peru
Ela abrira lentamente os olhos, e uma claridade verde pintava-lhe o rosto. Ouvia o chilrear das aves e os ruídos dos macacos, enquanto inalava uma estranha fragância de terra molhada misturada com o cheiro de excrementos dos animais.
Saiu da sua tenda cuidadosamente e espreguiçou-se. Olhou em seu redor: estava circundada por uma densa camada de verde e castanho. Os raios de sol espreitavam a medo entre as folhagens, deixando apenas ver uns pozinhos do azul do céu.
Pegou numa esteira, foi à sua mochila, tirou a sua tigela e o seu pacote de Cornflakes e tomou o pequeno almoco em silencio, tentando decifrar os ruidos à sua volta.
A rotina de verdes que a abraçava foi quebrada pelo azul dum papagaio solitário que foi pousar no ramo duma árvore. Ficou extasiada com aquela cor.
Saiu da sua tenda cuidadosamente e espreguiçou-se. Olhou em seu redor: estava circundada por uma densa camada de verde e castanho. Os raios de sol espreitavam a medo entre as folhagens, deixando apenas ver uns pozinhos do azul do céu.
Pegou numa esteira, foi à sua mochila, tirou a sua tigela e o seu pacote de Cornflakes e tomou o pequeno almoco em silencio, tentando decifrar os ruidos à sua volta.
A rotina de verdes que a abraçava foi quebrada pelo azul dum papagaio solitário que foi pousar no ramo duma árvore. Ficou extasiada com aquela cor.
Tuesday, February 19, 2008
Aquele sítio recordava-lhe alguma coisa. Sim. Lembrava-se de ser pequena e de brincar no meio daqueles caixotes. Daqueles contentores de memórias. Sim, era ali. Tinha a certeza. Também se lembrava daquele tapete. Aquele velho tapete que ela tinha molhado um dia. O tapete responsável por uma das grandes sovas que apanhara. Entrou. Sentou-se no chão e, meio a medo, abriu a caixa de cartão. Cheirava a velho. Hesitante, espreitou lá para dentro. Cartas. Todo o caixote eram cartas. Tirou uma - "Para o meu maior Deus". Abriu-a. Leu-a em silêncio. Uma lágrima escorreu-lhe pela face. Uma gota salgada, triste e pesada. De seguida foi atacada por uma súbita tormenta. Grossas lágrimas molhavam-lhe a cara, as mãos, chegando por fim à própria carta. Perdeu as forças e deitou-se no chão, dando conta que o tapete estava molhado. Sim, o tapete estava encharcado. Como naquela tarde há quinze anos atrás. A única diferença era que desta vez não havia ninguém para a repreender...

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