Alfama é bairro, é aldeia, é vila, é cidade. No fundo, Alfama é capital. Não: é país. Alfama é fado, tanto musica como destino, é morte e é vida. Alfama é história e realidade, quem poderá distingui-las uma da outra? São teias de pessoas unidas pelos amores e desamores distantes que se cruzam na calçada, que espreitam pelas velhas janelas baças e que trocam pareceres debruçados nas fracas varandas verdes. Alfama é uma guitarra portuguesa dedilhada com saudade e é um saxofone brilhante tocado por algum artista de circo. É um turista perdido pelos caminhos estreitos e é um bairrista perdido por entre os copos de tinto. Alfama são os lavadoiros públicos abandonados, são estendais com roupas coloridas penduradas, são velhos a reviver memórias passadas dos seus tempos de mocidade, são crianças de bairro a jogar à macaca e a brincar com bolas feitas de papel. Alfama são ruas estreitas e ruelas largas, são brancas igrejas imponentes, miradouros e estátuas magistrais, jardins imaginados e bancos de azulejo azul nos jardins imaginados. São escadarias sem degraus, desgastados pelo tempo e pela história e são bares pequenos escondidos por baixo dessas mesmas escadarias difusas. Alfama é um grupo de amigos cantando canções de amor ao nascer do sol e é um bêbedo solitário murmurando canções fatalistas enquanto o sol se põe.
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Wednesday, December 21, 2011
Sunday, October 2, 2011
Eu sei lá..
Fazes-me falta praticamente sempre, mas hoje de forma mais acentuada. És um pilar em mim. Uma base que me suporta, e hoje parece que me caíram as fundações. Apesar da distância, sinto uma necessidade de falar contigo quase diária. A semana passada no caminho de casa ia pegar no telemóvel para te ligar, e só depois me lembrei "ela não está cá". Não estás cá, mas estás aqui. E daqui nunca vais sair.
Gosto muito de ti.
Wednesday, June 1, 2011
meu bichinho
I guess there's so much more
I have to learn
But if you're here with me
I know which way to turn.
You always give me somewhere,
somewhere I can run
You make it real for me
Saturday, April 16, 2011
Sunday, March 13, 2011
Summer
Quero cinco amigos e uma viagem de jipe pela costa alentejana. Quero uma tenda, um garrafão de água, uma bilha de gás, uma panela, massa e salsichas. Quero uma toalha, um bikini, um baralho de cartas e uma guitarra.
E quando se acabar a gasolina, quero ir a todos os festivais que existirem, e cantar até nao ter voz, e saltar até não me aguentar de pé, e rir até me doerem as bochechas.
E como ultimo pedido, quero que o dinheiro nasça em árvores, para poder fazer isto tudo.
Friday, March 11, 2011
Ela, outra vez
Nunca mais voltas.. a cidade está à espera de ser descoberta. E eu tenho saudades tuas.
Wednesday, March 9, 2011
A minha prima Inês
A minha prima Inês é do Algarve (para dizer a verdade, já não devemos ser primas - se fossemos devia ser para ai em milésimo grau, mas gosto de pensar que somos), mas veio para Lisboa e agora está em Inglaterra a fazer erasmus. E foi para lá sozinha e não sabia falar muito bem ingles. E manda-me postais fofinhos.
Uma vez fomos ao Hard Rock Cafe e pensavam que ela era estrangeira, e o empregado começou a falar com ela em ingles, e ela respondeu-lhe em portugues e rimo-nos. E depois fomos tirar fotos para a casa de banho. E a seguir fomos passear à baixa, e passou um senhor cheio de rastas e ela foi-lhe dar a máquina para ele nos tirar uma foto, e eu a pensar que o homem, coitado, ainda nos ia roubar a máquina da Mariana, coitada.
Uma outra vez (duas vezes, seguidas, até) "perdemo-nos" pelas ruas de Lisboa, fizemos amigos de várias nacionalidades e passamos a noite em dois miradouros lindissimos, parecia tirado de um filme. Foi uma das melhores noites da minha vida, tão surreal. Cantamos a musica do rei leao em varias linguas à porta de um bar fechado, um tocador de pifaro do chapitô subia para as parreiras do miradouro enquanto o sol nascia e ele nos brindava com a sua música. Depois fomos a um café na estaçao de comboios tomar o pequeno almoço e apanhamos o metro para casa.
Uma vez fomos a um bar e dançamos tanto tanto tanto, e no fim da noite, quando a "banda" ja tinha parado de tocar começamos nós a cantar, e no fim estava toda a pouca gente que restava a cantar connosco! E dançamos abraçadas a "your song".
Tantas histórias que podia agora contar.. Mas resumidamente, sempre que me lembro da minha prima Inês penso em coisas boas. Penso em cor, em alegria. Sim, porque a minha prima Inês é todas essas coisas. E muito mais. A minha prima Inês é vida. Transborda energia e felicidade, e contagia todas as pessoas com o seu sorriso. Literalmente.
I hope you don't mind,
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
Saturday, March 5, 2011
Tuesday, January 4, 2011
Love Actually (Is All Around)
E é quando estou triste com as pessoas do mundo que percebo que,
Gosto muito do meu pai.
Gosto muito da minha mãe.
E quando me preparava para escrever isto, chegaram a minha avo, o meu tio e o outro tio, que veio do Algarve hoje e volta hoje, de proposito para ver o meu avo e a minha mãe. E eu também gosto muito deles.
Gosto muito do meu pai.
Gosto muito da minha mãe.
E quando me preparava para escrever isto, chegaram a minha avo, o meu tio e o outro tio, que veio do Algarve hoje e volta hoje, de proposito para ver o meu avo e a minha mãe. E eu também gosto muito deles.
Sunday, December 12, 2010
Friday, December 10, 2010
College Life
joana xururuca diz:
diogo tenho saudades tuas :c
Diogo João diz:
eu tambem tenho saudades tuas, e muitas nao fazes ideia. neste momento nao sabes o quao bom é estar a falar cntg
joana xururuca diz:
nao percebo porque é que nos afastamos tao abruptamente
Diogo João diz:
nem eu ... nem eu
joana xururuca diz:
qd houver algum problema, promete q falamos um com o outro ta? nao deixamos arrastar. é para resolver logo, e cara a cara, nao atraves de terceiros
Diogo João diz:
mas é mesmo pa cumprir, principalmente a parte dos terceiros. é por causa disso que me tornei uma pessoa muito mais triste, portanto, esta prometido
joana xururuca diz:
gosto muito de tiiii
Diogo João diz:
EU GOSTO E PRECISO TANTO MAS TANTO DE TI!
diogo tenho saudades tuas :c
Diogo João diz:
eu tambem tenho saudades tuas, e muitas nao fazes ideia. neste momento nao sabes o quao bom é estar a falar cntg
joana xururuca diz:
nao percebo porque é que nos afastamos tao abruptamente
Diogo João diz:
nem eu ... nem eu
joana xururuca diz:
qd houver algum problema, promete q falamos um com o outro ta? nao deixamos arrastar. é para resolver logo, e cara a cara, nao atraves de terceiros
Diogo João diz:
mas é mesmo pa cumprir, principalmente a parte dos terceiros. é por causa disso que me tornei uma pessoa muito mais triste, portanto, esta prometido
joana xururuca diz:
gosto muito de tiiii
Diogo João diz:
EU GOSTO E PRECISO TANTO MAS TANTO DE TI!
"Buddies" (L)
Monday, November 22, 2010
Mãe
Nunca falei aqui sobre isto, nao sei bem porquê. Talvez por ser um assunto que não me agrade. Talvez por ser um assunto para o qual não tenho palavras. Talvez por não me saber expressar.
O facto é que é o tal assunto tem mudado a minha rotina, a minha perspectiva da vida, a minha maturidade, e, não digo mudar, mas evidenciar o amor e os laços maternais.
A minha mãe tem cancro.
Foi detectado já há uns largos meses, a mesma historia de sempre, sentiu um caroço no peito, exames, cancro. Para piorar, nao era um cancro normal. Era um tumor de desenvolvimento muito rapido, cresceu 4 cm em 10 dias (o tumor já tinha 7 cm aquando da operação, e so costumam operar até tumores de 3 cm sem não precisar de fazer antes quimioterapia). Primeira operação, foi removido um pouco da mama, analise desse pouco retirado, resultado: aquele pouco e a margem de segurança já estavam todas infectadas. Solução: uma segunda operação, esta mais complicada, peito todo para fora, recuperaçao dolorosa, etc etc.
Seguindo o periodo dificil da recuperaçao da segunda operaçao (a primeira tinha sido uma maravilha!), com todos os cremes para por na mama, o saco de enchimento para forçar o musculo a aumentar, soutiens que parecem um colete de forças para pressionar a parte operada, chegou a parte mais aguardada: a quimioterapia. Como o tumor era considerado muito perigoso e de crescimento muito rapido, são "doses" cavalares. Sessões de 4 horas (a primeira foi de 5h) de 3 em 3 semanas, idas ao hospital recolher sangue, e por aí.
Foi na passada Sexta-Feira a 3ª sessão da quimio, faltam outras 3. Está agora a passar pela fase dos horriveis 5 dias depois da dita sessão - cansaço extremo, dores no corpo, incapacidade de dormir, de estar sentada, de andar, de praticamente tudo.
É tão dificil ve-la, a ela, a minha mãe, sofrer desta maneira. É dificil ve-la com dores, ve-la mudar de posição de meia em meia hora porque nao consegue mais estar sentada com dores no corpo, é dificil tratar dela, fazer-lhe o jantar, deita-la, por-lhe cremes, dar-lhe comprimidos, ajuda-la a vestir-se, tapa-la, tirar-lhe a febre, e por aí.
É dificil dar-lhe os meus gorros para não ter frio na cabeça. É dificil ter tanto cabelo quando ela não tem nenhum.
Um dia, antes de estar careca, sonhou que já o estava, e que eu à noite lhe tinha escrito com um marcador na cabeça "Amo-te mãmã", e ela tinha gostado tanto que nao queria usar gorros nem perucas, e andava a mostrar a cabeça nua a toda a gente. Foi dificil não chorar.
É dificil, mas é apenas uma fase. Uma fase que, como disse, mudou a minha rotina, a minha perspectiva de vida, a minha maturidade, e evidenciou o meu amor e os laços que tenho com a minha mãe.
O facto é que é o tal assunto tem mudado a minha rotina, a minha perspectiva da vida, a minha maturidade, e, não digo mudar, mas evidenciar o amor e os laços maternais.
A minha mãe tem cancro.
Foi detectado já há uns largos meses, a mesma historia de sempre, sentiu um caroço no peito, exames, cancro. Para piorar, nao era um cancro normal. Era um tumor de desenvolvimento muito rapido, cresceu 4 cm em 10 dias (o tumor já tinha 7 cm aquando da operação, e so costumam operar até tumores de 3 cm sem não precisar de fazer antes quimioterapia). Primeira operação, foi removido um pouco da mama, analise desse pouco retirado, resultado: aquele pouco e a margem de segurança já estavam todas infectadas. Solução: uma segunda operação, esta mais complicada, peito todo para fora, recuperaçao dolorosa, etc etc.
Seguindo o periodo dificil da recuperaçao da segunda operaçao (a primeira tinha sido uma maravilha!), com todos os cremes para por na mama, o saco de enchimento para forçar o musculo a aumentar, soutiens que parecem um colete de forças para pressionar a parte operada, chegou a parte mais aguardada: a quimioterapia. Como o tumor era considerado muito perigoso e de crescimento muito rapido, são "doses" cavalares. Sessões de 4 horas (a primeira foi de 5h) de 3 em 3 semanas, idas ao hospital recolher sangue, e por aí.
Foi na passada Sexta-Feira a 3ª sessão da quimio, faltam outras 3. Está agora a passar pela fase dos horriveis 5 dias depois da dita sessão - cansaço extremo, dores no corpo, incapacidade de dormir, de estar sentada, de andar, de praticamente tudo.
É tão dificil ve-la, a ela, a minha mãe, sofrer desta maneira. É dificil ve-la com dores, ve-la mudar de posição de meia em meia hora porque nao consegue mais estar sentada com dores no corpo, é dificil tratar dela, fazer-lhe o jantar, deita-la, por-lhe cremes, dar-lhe comprimidos, ajuda-la a vestir-se, tapa-la, tirar-lhe a febre, e por aí.
É dificil dar-lhe os meus gorros para não ter frio na cabeça. É dificil ter tanto cabelo quando ela não tem nenhum.
Um dia, antes de estar careca, sonhou que já o estava, e que eu à noite lhe tinha escrito com um marcador na cabeça "Amo-te mãmã", e ela tinha gostado tanto que nao queria usar gorros nem perucas, e andava a mostrar a cabeça nua a toda a gente. Foi dificil não chorar.
É dificil, mas é apenas uma fase. Uma fase que, como disse, mudou a minha rotina, a minha perspectiva de vida, a minha maturidade, e evidenciou o meu amor e os laços que tenho com a minha mãe.
AMO-TE MÃMÃ!
Monday, October 11, 2010
Sunday, July 18, 2010
A Mariana
A Mariana é:
uma almofada dos 101 dálmatas, uma aparelhagem que so funciona quando lhe apetece e quando lhe falamos com carinho ou quando lhe damos umas palmadas, é um concurso de playback imaginário, é banana cortada ás rodelas com sumo de laranja, é bolacha maria com manteiga barrada, é arroz permanente no frigorifico, é uma empregada indiana, é uma torrada a meio da noite, é uma gaiola com periquitos, é um corredor com luzes que acendem automáticamente, é uma sanita propicia a gravações um tanto duvidosas, é um cd da Anastacia, é uma cassete da Polegarzinha, é uma familia grande, é um fotolog, é um blog, é um tumblr, é telepatia, é um telefonema longuissimo, é moche, é ver imagens da hermione na internet, é ver o sorriso metalico no canal panda, é nestum, é bolo de chocolate instantaneo, é uma barbie, é uma moldura, é um elefante, é um souvenir de um lugar distante, é um extraterrestre avistado em criança, é uma pagina em branco, é uma letra pequenina, é uma noite em claro a falar no universo, é sol, é lua, é estrela, é um livro, é poesia, é uma musica, é uma melodia, é uma viola, é um mp3, é um dueto, é uma voz bonita, é um hit de verão, é um por-do-sol na praia, é um amanhacer numa varanda, é um telemovel com novas tecnologias, é andar numa lagarta como a da feira popular, é um passeio a Belem, é um medo irracional de pombos e de peixes, é uma massagem, é um e-mail, é uma viagem, é uma fotografia, é uma palavra solta, é uma tentativa de sketche com piada, é uma zanga e um pedido de desculpa, é um salto de pés juntos na baixa, é uma mão entrelaçada na outra, é um susto permanente, é um grito, é uma queda numa manta numa sala vazia, é um sorriso, é uma gargalhada, é o Grinch, é a Disney, é o Harry Potter, é o Diário de Sofia, é a Lua de Joana, é uma lágrima, é um carro velho, é uma casa alugada, é cor, é um livro comprado a meias, é um passeio curto de carro, é o espirito académico, é uma capa de traje, é uma paixoneta, é a proximidade, é a distância, é a razão, é a confidente, é a ingenuidade, é um conselho, é a cumplicidade, é a amizade, é o amor, é a irmandade, é a maternidade, é a maturidade e a infantilidade, é a infinitude.
E por fim, a Mariana sou eu.
uma almofada dos 101 dálmatas, uma aparelhagem que so funciona quando lhe apetece e quando lhe falamos com carinho ou quando lhe damos umas palmadas, é um concurso de playback imaginário, é banana cortada ás rodelas com sumo de laranja, é bolacha maria com manteiga barrada, é arroz permanente no frigorifico, é uma empregada indiana, é uma torrada a meio da noite, é uma gaiola com periquitos, é um corredor com luzes que acendem automáticamente, é uma sanita propicia a gravações um tanto duvidosas, é um cd da Anastacia, é uma cassete da Polegarzinha, é uma familia grande, é um fotolog, é um blog, é um tumblr, é telepatia, é um telefonema longuissimo, é moche, é ver imagens da hermione na internet, é ver o sorriso metalico no canal panda, é nestum, é bolo de chocolate instantaneo, é uma barbie, é uma moldura, é um elefante, é um souvenir de um lugar distante, é um extraterrestre avistado em criança, é uma pagina em branco, é uma letra pequenina, é uma noite em claro a falar no universo, é sol, é lua, é estrela, é um livro, é poesia, é uma musica, é uma melodia, é uma viola, é um mp3, é um dueto, é uma voz bonita, é um hit de verão, é um por-do-sol na praia, é um amanhacer numa varanda, é um telemovel com novas tecnologias, é andar numa lagarta como a da feira popular, é um passeio a Belem, é um medo irracional de pombos e de peixes, é uma massagem, é um e-mail, é uma viagem, é uma fotografia, é uma palavra solta, é uma tentativa de sketche com piada, é uma zanga e um pedido de desculpa, é um salto de pés juntos na baixa, é uma mão entrelaçada na outra, é um susto permanente, é um grito, é uma queda numa manta numa sala vazia, é um sorriso, é uma gargalhada, é o Grinch, é a Disney, é o Harry Potter, é o Diário de Sofia, é a Lua de Joana, é uma lágrima, é um carro velho, é uma casa alugada, é cor, é um livro comprado a meias, é um passeio curto de carro, é o espirito académico, é uma capa de traje, é uma paixoneta, é a proximidade, é a distância, é a razão, é a confidente, é a ingenuidade, é um conselho, é a cumplicidade, é a amizade, é o amor, é a irmandade, é a maternidade, é a maturidade e a infantilidade, é a infinitude.
E por fim, a Mariana sou eu.
“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa pela nossa vida e passa sozinha, não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós”
Charles Chaplin
Thursday, April 22, 2010
ISCTE ISCTE!
Conheço-os há 7 meses, mas atrevo-me a dizer que gosto (muito) deles:
A Falcão é amorosa. Tem problemas de auto-estima, mas é convicta e luta por aquilo em que acredita. É inocente, para ela o mundo é cor-de-rosa e com póneis. E quando descobre uma pinta que seja de cinzento irrita-se e a mancha que tem na cara fica vermelha.
A Filipa é um bocado como eu, tem pancadas que ninguém percebe de onde vêm, tem dias em que ninguem a atura e o estomago dela tambem faz barulhos nas aulas da manhã. E veio da Bélgica.
O Diogo é madeirense. Tem dias em que aparvalha e tem dias em que fica amuado por os outros estarem a aparvalhar. Irrita-se comigo e com a Filipa quando nos juntamos e dizemos bacuradas. Come todos os dias um croissant (com pronuncia francesa) com chocolate e todos os dias suja o nariz a come-lo.
A Taylor é uma menina de bem. É religiosa, de direita, politicamente correcta. É a mais trabalhadora de todos, anda sempre organizada. Mas as vezes também tem vipes um bocado estranhos (principalmente de tarde), e quando se ri com vontade o nariz dela levanta-se e faz os outros rir.
O Ramires é um amor de rapaz. Fez o musical do Moulain Rouge e só por isso tem um lugarzinho aqui. Anda pelos corredores sempre a dançar e a pular. Chama-me "amor" e dá-me o braço quando anda ao meu lado.
O Miguel é engraçado. Pensavamos que ele era gay e que tinha um caso secreto com o Ramires, mas vai na volta diz que é um machão (para mim é muita conversa). Tem uma pronuncia engraçada, e conta umas histórias atrofiadas.
O André Costa veio do Técnico. Uma vez a professora de matematica queria-me mandar para a rua, e ele estava-me sempre a puxar a cadeira, para eu ficar virada de costas (e ir para a rua). É inteligente, tem conversas parvas, mas tambem sabe ter conversas interessantes.
A Marjanovic é alta e é da Sérvia. É daquelas raparigas que, nao fosse ela andar com o mesmo grupo de pessoas que eu, diria que nunca me ia dar com ela. Mesmo assim, surpreendeu-me. Gosto dela e acho querido ela me conte as coisas que se passam na vida dela, rapazes e afins.
A Rita é uma machona. Fazia-me lembrar a Vanda. A Rita entrou para a minha turma a meio do 1º semestre, estava numa turma da tarde e nao gostava, entao inventou que tinha sido operada ao pé e tinha fisioterapia à tarde, entao passaram-na para uma turma da manha. Apesar de ser machona, dança uns kuduros e tem bom movimento de ancas! E às vezes dá-me abracinhos fofinhos.
O Gonçalo é como o André Costa, tirando a parte de que veio do Técnico, e é lindo de morrer!
Apresentaçoes feitas, venha daí a XXII Gala do ISCTE, bebé :D
A Falcão é amorosa. Tem problemas de auto-estima, mas é convicta e luta por aquilo em que acredita. É inocente, para ela o mundo é cor-de-rosa e com póneis. E quando descobre uma pinta que seja de cinzento irrita-se e a mancha que tem na cara fica vermelha.
A Filipa é um bocado como eu, tem pancadas que ninguém percebe de onde vêm, tem dias em que ninguem a atura e o estomago dela tambem faz barulhos nas aulas da manhã. E veio da Bélgica.
O Diogo é madeirense. Tem dias em que aparvalha e tem dias em que fica amuado por os outros estarem a aparvalhar. Irrita-se comigo e com a Filipa quando nos juntamos e dizemos bacuradas. Come todos os dias um croissant (com pronuncia francesa) com chocolate e todos os dias suja o nariz a come-lo.
A Taylor é uma menina de bem. É religiosa, de direita, politicamente correcta. É a mais trabalhadora de todos, anda sempre organizada. Mas as vezes também tem vipes um bocado estranhos (principalmente de tarde), e quando se ri com vontade o nariz dela levanta-se e faz os outros rir.
O Ramires é um amor de rapaz. Fez o musical do Moulain Rouge e só por isso tem um lugarzinho aqui. Anda pelos corredores sempre a dançar e a pular. Chama-me "amor" e dá-me o braço quando anda ao meu lado.
O Miguel é engraçado. Pensavamos que ele era gay e que tinha um caso secreto com o Ramires, mas vai na volta diz que é um machão (para mim é muita conversa). Tem uma pronuncia engraçada, e conta umas histórias atrofiadas.
O André Costa veio do Técnico. Uma vez a professora de matematica queria-me mandar para a rua, e ele estava-me sempre a puxar a cadeira, para eu ficar virada de costas (e ir para a rua). É inteligente, tem conversas parvas, mas tambem sabe ter conversas interessantes.
A Marjanovic é alta e é da Sérvia. É daquelas raparigas que, nao fosse ela andar com o mesmo grupo de pessoas que eu, diria que nunca me ia dar com ela. Mesmo assim, surpreendeu-me. Gosto dela e acho querido ela me conte as coisas que se passam na vida dela, rapazes e afins.
A Rita é uma machona. Fazia-me lembrar a Vanda. A Rita entrou para a minha turma a meio do 1º semestre, estava numa turma da tarde e nao gostava, entao inventou que tinha sido operada ao pé e tinha fisioterapia à tarde, entao passaram-na para uma turma da manha. Apesar de ser machona, dança uns kuduros e tem bom movimento de ancas! E às vezes dá-me abracinhos fofinhos.
O Gonçalo é como o André Costa, tirando a parte de que veio do Técnico, e é lindo de morrer!
Apresentaçoes feitas, venha daí a XXII Gala do ISCTE, bebé :D
Monday, April 19, 2010
Ontem, hoje e amanhã (...)
18/Out/2007
Mariana Magalhães:
Atingiste em mim um ponto tão alto, tão importante, tão teu.
Nao fazes ideia do quanto significas. Nem eu própria faço. Só sei que és aquela especial, que dura, dura e dura! Em todos os momentos, estás lá. Não te ficas apenas pelos bons, como a maioria. E é nos momentos menos bons que mais preciso de ti, da tua compreensão, da tua amizade.
Sei que sabes tudo isto, mas hoje senti uma necessidade platónica de o expressar.
Adoro-te daquela maneira irracional!

Mariana Magalhães:
Atingiste em mim um ponto tão alto, tão importante, tão teu.
Nao fazes ideia do quanto significas. Nem eu própria faço. Só sei que és aquela especial, que dura, dura e dura! Em todos os momentos, estás lá. Não te ficas apenas pelos bons, como a maioria. E é nos momentos menos bons que mais preciso de ti, da tua compreensão, da tua amizade.
Sei que sabes tudo isto, mas hoje senti uma necessidade platónica de o expressar.
Adoro-te daquela maneira irracional!
There's a piece of you that's here with me
It's everywhere I go, it's everything I see.
It's everywhere I go, it's everything I see.
Yellowcard - Ocean Avenue
Wednesday, January 6, 2010
Sunday, December 27, 2009
Diálogo com um elefante
Cenário:
Um quarto desarrumado, cheio de papeis de embrulhos no chão e prendas mal acabadas de abrir espalhadas pela cama.
Personagens:
- Trévor - o mais bonito de todos os elefantes e vindo da terra mais bonita de todas.
- Joana - apenas uma rapariga que gosta do Natal e que vai ter frequências em Janeiro.
3,2,1, as luzes intensificam-se e o pano cai:
Joana: Oh santa maria, onde raio é que te hei de por?
Trévor: Ao lado da viola?
Trévor: Ao lado da viola?
Joana: Não, não ves que já la está o candeeiro marroquino e ocupa toda a mesinha?
Trévor: Ora essa.. E em cima da secretária?
Joana: Estão os livros espalhados numa confusão monumental.. Malditas frequências!
Ambos observam o quarto com ar concentrado e percorrem todo o espaço com os olhos. Após uma reflexão..
Joana: Terá que ser na comoda..
Trévor: Mas e arranjar uma prateleira que esteja livre de livros, dossiers, caixas ou bonecadas?
Joana: Hm.. Então e se te pusesse ao lado da planta? Assim até te ias sentir mais em casa..
Dirigem-se para a comoda e procuram colocar Trévor ao lado da planta.
Trévor: Bolas, nao caibo!
Joana: Olha sabes que mais? Vou guardar-te é no meu coração!
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