Wednesday, June 13, 2012

Entra, senta-te.

Entra, senta-te. Abre a janela se queres, está um bafo que não se pode. Estás confortável? Sim, podes fumar, mas manda o fumo lá para fora. Olha, dá-me também um cigarro então. Estou a ver se largo, hoje ainda não fumei nenhum. Que se lixe, também, ou morro do tabaco ou de amor. E sabes que mais? Percebi que prefiro morrer com os pulmões estragados do que com o coração partido. 

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http://2.bp.blogspot.com/-fUQ8fbl2110/Tqbs8_cB2cI/AAAAAAAAANs/iPfGlBcSoWg/s1600/livro+aberto.jpg said...

Conta-se que no castelo de Tavira existe uma moura encantada que todos os anos aparece na noite de S. João para chorar o seu triste destino. Os mais antigos dizem que essa moura é a filha de Aben-Fabila, o governador mouro da cidade que desapareceu quando Tavira foi conquistada pelos cristãos, depois de encantar a sua filha.

A intenção do mouro era voltar a reconquistar a cidade e assim resgatar a infeliz filha, mas nunca o conseguiu. Existe uma lenda que conta a história de uma grande paixão de um cavaleiro cristão, D. Ramiro, pela moura encantada. Foi precisamente numa noite de S. João que tudo aconteceu.

Quando D. Ramiro avistou a moura nas ameias do castelo, impressionou-o tanto a sua extrema beleza como a infelicidade da sua condição. Perdidamente enamorado, resolveu subir ao castelo para a desencantar.

A subida através dos muros da fortaleza não se revelou tarefa fácil e demorou tanto a subir que, entretanto, amanheceu e assim passou a hora de se poder realizar o desencanto. Diz o povo que a moura, mal rompeu a aurora, entrou em lágrimas para a nuvem que pairava por cima do castelo, enquanto D. Ramiro assistia sem nada poder fazer.

A frustração do jovem cavaleiro foi tão grande que este se empenhou com grande fúria nas batalhas contra os Mouros. Conquistou, ao que dizem, um castelo, mas ficou sem moura para amar...

Conto Tradicional