Sunday, August 8, 2010
Corre, Corre, Corre!
Olhou para baixo. Viu os seus pés descalços sob um infinito tapete verdejante, com papoilas vermelhas a espreitar, aqui e acolá. Sentiu as ervas altas molharem-lhe os tornozelos, e ouviu o chilrear dos pássaros em cima de si. Corre! Deu um passo, e viu dois coelhos a fugir. Corre! Corre! Corre! Correu. Correu e correu, por aquele enorme mar de verde com pequenas conchas encarnadas. Corre! E enquanto corria, deixou cair o bonito casaco de malha que levava aos ombros. Corre! E enquanto corria, sentia o seu vestidinho de linho branco ficar molhado e sujo. Corre! E enquanto corria, sentiu todas as suas prisões a desmoronarem. Corre! E enquanto corria, levantou vôo. E enquanto levantava vôo, sorria.
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2 comments:
Hoje o céu é teu. Pouso-o nas delicadas pétalas desta flor e ofereço-te. A minha sorte é que ele, o Céu, se eu assim quiser, torna-se pequeno, capaz de ser suportado por este frágil caule.
Sabes? Ás vezes sonho que estou em reunião com as estrelas. Não como uma ave, ou uma nuvem, ou mesmo como um espírito daqueles que os mortais lá acreditam estar. Não, nada disso! Nada do que é visível! As vezes, penso estar lá em cima realmente, mas não como uma sensação que possa ser sentida ou mesmo interpretada pelos Homens. É mais...é o expoente do que sou, a capacidade de saber quem governa a própria brisa, ou mesmo de pincelar um acreditar no olhar de cada um! É uma imagem decorada com fermento que expande a imaginação, ao ritmo da corrente do Rio, em que por vezes pensas.
…
Sim, é uma corrida, como tu dizes. Uma corrida de braços abertos, abraçando a infinitude. Vou chamar-lhe liberdade.
Estendo o braço:
- Toma, é para ti
Joanaaaaa. adoro o teu blog!!! :D
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