O post de hoje é sobre namoros.
Aqueles namoros repentinos, do pé para a mão, como quem vai ali e pede um copo de água - "DE" não, "COM" se faz favor. Ora é isso mesmo, namorados nao de água, mas com água.
O que é que quero dizer com isto? Que estes casaizinhos relâmpago não sao feitos de água, têm apenas uma pitadinha dela. E que, ao não terem este "com" qualquer dia vão por água a baixo tão rapidamente como vieram ao de cima. E perdoem-me o trocadilho, mas é que penso que estes casais nao têm estofo para boiar nos impetuosos mares do amor (estou tão céptica, hoje).
Outra coisa que me espanta, é o facto de os nossos queridissimos navegadores ficarem subitamente tão cegos, que apenas voltam a olhar à sua volta quando se tornam náufragos. Neste aspecto penso que o sexo masculino é melhor que o feminino. Há quem lhe chame frieza, eu chamo racionalidade. Acho também completamente idiota quando por vezes se esquecem amizades de meses, anos, décadas, graças a minutos, segundos, micro-segundos de paixão profunda, ou pelo menos assim o pensam. Se calhar o problema é meu, mas na minha opinião, era incapaz de reagir desta maneira. Mas se calhar digo isto porque nunca me apaixonei verdadeiramente. Ou porque hoje estou especialmente céptica. Ou então porque sou muito fria. E tenho dito.
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