Crianças cor de café à beira da estrada, acenando aos carros que passam.
Os sorrisos que os seus rostos esboçam quando lhes damos um rebuçado ou quando simplesmente lhes acenamos são impagáveis.
Não sei se tenha pena dele se os inveje.
Na sua inocência são felizes, desconhecendo a humanidade no seu esplendor, no seu melhor e no seu pior.
Não fazem ideia das tecnologias que tornam os dias das sociedades evoluídas menos monótonas, mais ajustáveis aos curtos horários.
Mas também não conhecem o horror provocado pelos seus compatriotas, pelos que os rodeam.
Vivem as suas vidas numa feliz ignorância, recusando a triste consciência.
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